Meus livros favoritos de True Crime

Hoje é dia de dividir um dos meus maiores vícios com vocês, hehe ❤

Se você já acompanha o blog há um tempinho ou me acompanha nas redes sociais, já deve saber que eu sou a louca do true crime. Além de só ouvir podcasts sobre o assunto (você pode conferir algumas dicas clicando aqui e aqui), também consumo loucamente o conteúdo por meio de livros e documentários.

Pensando nisso, percebi que nunca contei meus livros favoritos sobre o assunto por aqui! Mas já vou consertar isso, haha. Segue a lista e claro, os motivos de cada um deles estar nela. Espero que gostem! ❤

Serial Killers Made in Brasil, Ilana Casoy

Se você é crimizeiro como eu, sabe que a Ilana Casoy é A pessoa no Brasil para falar no assunto, por conta disso, é óbvio que não podia faltar livro dela aqui. A minha edição do Serial Killers Made in Brasil é bem antiguinha, li em 2010 e foi um dos primeiros livros sobre o assunto que consumi e o primeiro que falava sobre casos nacionais. 

Super bem pesquisado, muitas vezes é o livro usado como fonte para podcasts ou vídeos sobre assassinos brasileiros, por isso, vale muito a pena ler!

Casos de Família, Ilana Casoy

São dois livros em um e abordam dois dos crimes mais famosos do país, o assassinato do casal von Richthofen e da menina Isabela Nardoni. 

A Ilana acompanhou o julgamento dos dois casos e ambos os conteúdos são bem detalhados — inclusive, a versão do caso Richthofen foi base para o roteiro dos filmes A Menina Que Matou Os Pais/O Menino Que Matou Meus Pais. 

Mindhunter: o primeiro caçador de serial-killers, John Douglas e Mark Olshaker

John Douglas foi um dos policiais retratados na série Mindhunter da Netflix (saudades) e por meio desse livro, ele conta como foi o início da criação de profilers e os casos mais famosos que lidou. A experiência do livro/série é bem legal, especialmente porque, apesar de ficção, as entrevistas retratadas nela são reais. 

O Segredo dos Corpos, Vincent di Maio e Ron Franscell

A pegada desse livro é um pouquinho diferente dos demais, pois é a visão de um médico legista contando sobre os casos mais famosos em que ele trabalhou realizando a necropsia dos corpos. É superinteressante, especialmente por mostrar como a resolução de um crime funciona além do ponto de vista dos investigadores. 

Todo dia a mesma noite: a história nunca contada da Boate Kiss, Daniela Arbex

Da mesma autora de Holocausto Brasileiro (que ainda não li, mas quero muito… só falta emocional), Todo dia a mesma noite reconta a história da Boate Kiss. É uma leitura pesada, emocionante e ao mesmo tempo realizada com bastante delicadeza, sem apelar para sensacionalismo e focando em algumas das vítimas/sobreviventes/familiares. 

Columbine, Dave Cullen

Para mim, o livro Columbine foi um dos melhores que retratam o massacre. Nele, entendemos muito como funciona a mente de pessoas que realizam esses atos terríveis. Além disso, desmistifica demais muitas as coisas que foram e ainda são ditas relacionado ao assunto: não houve bullying, os responsáveis não eram excluídos socialmente na escola (pelo contrário), eles tinham histórico de violência e ameaça (não que isso tivesse dado um sinal do que pretendiam fazer). Além disso, é um estudo de caso sobre duplas criminosas e como as personalidades psicopata e depressiva foram uma soma mortal. 

Se você acha que sabe sobre o assunto, mas ainda acredita que havia bullying ou que eles de alguma forma davam a entender o que poderiam fazer para as pessoas ao redor, leia esse livro.

Wanting to be heard: a memoir, Amanda Knox

O caso da Amanda Knox foi um dos que mostrou a minha fixação por true crime, afinal eu acompanhava os acontecimentos na época feito louca e mesmo assim, naquele momento nunca cheguei a saber sobre o homem que atualmente foi o condenado, Rudy Guede. 

Além disso, o promotor do caso é tão machista e faz comentários tão absurdos (afinal, cobrir um corpo está mais ligado com culpa do assassino do que indicar automaticamente que ele é uma mulher) que é impossível não acabar pendendo do lado da Amanda. Sério, de tudo que li e consumi sobre o caso, as justificativas das pessoas que culpam Knox acabam ficando fracas ao analisar o machismo e por esse motivo foi interessante ler a história contada por ela em não só o ponto de vista que foi abordado durante tantos anos.

Mindhunter Profile: Serial Killer, Robert K. Ressler e Tom Schachtman

O Mindhunter Profile conta a o lado da história de Robert K. Ressler, outro responsável pelo estudo de serial killers e retratado na série Mindhunter. É superinteressante acompanhar os dois pontos de vistas desses personagens tão importantes na solução e estudo de mentes criminosas! 

O Único Avião No Céu: uma história oral do 11 de setembro, Garret M. Graff

O 11 de setembro pode ser considerado true crime? Fiquei na dúvida, mas como retrata um acontecimento real, adicionei na lista, especialmente porque esse livro é sensacional. Ele conta minuto a minuto do fatídico dia, com foco em história de sobreviventes e vítimas. É uma leitura bem pesada, mas ainda assim um dos melhores livros sobre o assunto que já li.

Suzane: Assassina e Manipuladora, Ulisses Campbell

Tenho um caso de amor e ódio com esse livro. Acho que muitas coisas abordadas foram feitas de um jeito um tanto desnecessário, tenho problemas com a maneira que o autor trata de algumas pessoas, bem como com a narrativa quase teatral — particularmente, prefiro acompanhar livros de true crime que abordam o assunto de maneira mais técnica e que o autor não tenta se colocar na cena, narrando alguns fatos como se estivesse lá, com diálogos e tudo o mais.

No entanto, a pesquisa e entrevista realizadas foram incríveis, pois Campbell teve acesso a pessoas que ninguém mais teve e mostra um conhecimento enorme do caso. Fora que a construção para mostrar o quão Suzane é manipuladora e fria é sensacional, terminei a leitura percebendo coisas que nunca havia notado (e olha que o assassinato dos Richthofen é um dos meus “casos de estimação”, pois aconteceu perto de casa e eu até cheguei a conhecer os irmãos Cravinhos) e que estavam na nossa cara o tempo todo, digamos que o livro deu a liga para perceber que Suzanne é muito pior e mais inteligente do que pensamos. Aliás, faz total sentido ela ter tentado impedir a publicação do livro. 

Esses foram alguns dos meus livros de true crime favoritos. Vocês também são crimizeiros? Já leu algum deles ou tem algum muito bom para indicar? Conta para mim que vou adorar adicionar na minha listinha que, para este ano temos um do serial killer BTK e da Elize Matsunaga (também do Ulisses Campbell), além o da Carol Moreira e da Mabê Bonafe, de um dos melhores podcasts do assunto, o Modus Operandi!  

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