Redes sociais: Storygraph

Eu não sei vocês, mas sou meio alok das redes sociais literárias, especialmente porque tenho bastante problemas tanto com o Skoob, quanto com o GoodReads — que era a que mais usava recentemente.

No caso do Skoob, acho que a rede parou no tempo, especialmente a versão desktop. Também fico bem de saco cheio ao entrar lá e receber diversas mensagens que beiram ao spam e não ter possibilidade de cortar isso me deixa bastante frustrada (inclusive, a forma invasiva que muitas pessoas vêm divulgar ou pedir trocas de livros é algo que vejo bastante reclamação por aí). 

Já o GR, para ser a rede social ideal para mim meio que faltam algumas coisas importantes, como o fato de ser sempre obrigada a dar notas inteiras, a busca por gêneros ou até mesmo o fato de não ter um botão que indica leituras abandonadas ou como marcar os livros que tenho.

Foi então que deparei com o Storygraph, uma rede social literária relativamente nova (a versão beta foi lançada em 2019 e atualizada em 2020), cujo foco está nas indicações de leituras bem de acordo com o que você leu e gostou. Ok, o GR até meio que faz isso, mas o Storygraph promete ser mais individualizado. 

Comecei a usar a rede assim que 2022 começou e já posso adiantar: já estou curtindo bastante! Especialmente por conta das estatísticas de leitura, o jeito que as resenhas são organizadas e principalmente: a possibilidade de dar notas cortadas, algo muito importante para mim, haha. Podemos dar notas com 0,25 e 0,75, além de meio e faz toda a diferença!

Então, apesar de estar começando a conhecer melhor a Storygraph agora, vou contar aqui alguns dos diferenciais que mais gostei e/ou chamaram minha atenção! Algumas delas retirei da minha experiência até o momento, mas também usei uma matéria no site The Millennial Source como fonte, hehe.

Dicas de livros personalizadas

Assim que a gente se inscreve no site, precisamos responder um questionário para descobrir quais são os tipos de livros que gostamos. Entre os tópicos estão: gêneros, elementos literários e o mais legal, o que a pessoa não está a fim de ler. 

Essas questões são importantes porque o Storygraph baseia-se no que o leitor está afim de ler. Massa, né?

Aliás, em uma entrevista, a criadora da rede social, Nadia Odunayo, revelou que esse foi um fator importante na criação do Storygraph, já que percebeu que muitas vezes as pessoas buscavam livros falando sobre o que gostaram em leituras anteriores e como gostariam de encontrar novos livros que as faziam sentir de um jeito parecido. 

Eu não sei vocês, mas sou muito assim na hora de escolher o que ler. Vivo pensando “nossa, como queria um livro que fosse parecido com x”. Ou então, passo por fases de gêneros e tipos de leituras, como é o caso do RH no momento e só procuro coisa parecida, bem como nem quero saber de livro que não tenha romance, haha.

Mais opções na hora de dar nota/resenhar um livro

Talvez minha característica favorita, além da nota, haha. Ao terminar o livro, podemos colocar o que achamos por meio de um mini questionário, sem necessariamente precisar escrever uma resenha. 

Entre os itens que constam no questionário estão: se o foco do livro é o plot ou as personagens; tom do livro (dark, engraçado etc.); ritmo de leitura; gênero; se tem personagens diversificadas; se as personagens são apaixonantes; se elas têm uma boa evolução; ou se os defeitos das personagens são um ponto central da história.

Confesso que gosto muito de poder ter algo fixo que vá além de escrever tudo o que pensei, então por isso amei. Além disso, todas essas respostas ajudam o algoritmo do site a encontrar (ou evitar) livros parecidos.

Recursos diversificados

O Storygraph junta alguns dos meus recursos favoritos do Skoob e que faltam no GoodReads, como as marcações de se tem ou não o livro e o de leitura abandonada, que já falei ali em cima. 

Outro recurso bem interessante e importante, é o filtro de gatilho. Por meio dele, você pode marcar livros que contém gatilhos e até selecionar categorias para eles, bem como se são leves, moderados ou pesados. Entre as categorias estão: abuso físico; abuso sexual; homofobia etc.

Também é possível selecionar entre número de páginas ou de livros para as metas; e você pode ver como andam as suas leituras por meio de gráficos. Ou seja: tudo aquilo que o algoritmo lê para oferecer dicas mais personalizadas, você pode visualizar também. 

Por último, o site oferece uma inscrição na qual são oferecidas estatísticas avançadas e recomendações ilimitadas, o que pode até ser interessante, mas vou ser bem sincera que não sei se vale a pena, afinal são US$4.99 por mês, ou US$49.99 anuais. Ou seja… é uma boa graninha para quem está no Brasil, né? Haha. Da minha parte vou continuar focando é no gratuito. 

Ah! Só para constar, a opção da rede-social é apenas em inglês, mas a linguagem é simples pegamos o jeito rapidinho, em um geral é uma rede mais simples que o GR. 

E aí, você já tinha ouvido falar da Storygraph? Tem conta lá? 

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