Como lidar com a vontade de querer escrever, mas não poder? Fim de março/começo de abril fui presenteada por uma crise de tendinite depois de praticamente dois anos sem sentir nenhuma dor nesse sentido.
Resultado?
Tive que dar um tempo de digitar, então só fazia isso no trabalho e nada de computador aos fins de semana (só pra apertar play em Heated Rilvary, haha). Então tive que pausar todos os meus projetos pro blog e até mesmo de escrita (não que tivesse muita coisa nesse sentido, apenas a vontade está voltando depois das crises hehe).
Hoje meu pulso está um pouco melhor, então pude aproveitar pra vim contar meus favoritos de março!
Leituras
Pra compensar a minha incapacidade de escrever, cai de cabeça na leitura em março. No entanto, no meio delas ainda recebi uma ressaca feia por culpa de um dos livros que com certeza se tornou um dos meus favoritos do ano: Alchemised.
Eu nem sei o que dizer sobre essa obra, inclusive, tinha planejado escrever uma resenha porque são tantos sentimentos, mas infelizmente a tendinite não deixou. Então vou tentar resumir aqui o que senti (quem sabe, agora melhorando consigo escrever): para mim, Alchemised foi divulgado do jeito errado, além de focar demais na fanfic Dramione (o que automaticamente já faz as pessoas pensarem que é mais leve), também foi vendido como romantasia, o que ele não é, apesar do romance ser um ponto relativamente central da história.
Alchemised, SenLinYu

Alchemised é, primeiro de tudo, um livro sobre guerra e as consequências dela na vida das pessoas. Como não existe um lado 100% correto e como a história é contada do ponto de vista de quem venceu as batalhas — e não necessariamente essas pessoas são os “mocinhos”. Aliás, o livro mostra muito que não existe exatamente vilões e heróis, na realidade o que existe são interesses de poder e ganância.
Então, a leitura de Alchemised não é fácil. Existem muitos momentos sombrios, passagens que são difíceis de engolir (especialmente uma que envolve abuso sexual), outras que fazem chorar e ele pode trazer uma constante desesperança, especialmente ao pensar no contexto atual do mundo. Mas a escrita é envolvente, a história, apesar de pesada também. Fiquei dias pensando nesse livro, entrei em uma ressaca absurda depois da leitura e até hoje penso nele.

Por isso, repito: Alchemised não é uma romantasia, muito menos uma leitura dark romance, ele fala sobre questões muito mais profundas para ser incluído nesses subgêneros e é cheio de camadas… eu poderia passar horas analisando e falando sobre!
Agora, indo para tópicos mais leves, meus próximos livros favoritos de março foram dois romances superdelicinhas de ler e de duas autoras que são minhas favoritas atualmente.
The Highland Hideaway, Lily Gold

The Highland Hideaway é o primeiro livro em anos da autora de romances why choose, Lily Gold. Muito além do cenário do interior da Escócia e do romance, uma das coisas que mais amei nessa leitura foi o fato da personagem principal feminina tem TDAH. Como eu mesma tenho, me vi muito nela e foi aquele toque especial.
A Lily Gold é uma das autoras que sempre indico para quem tem curiosidade de ler reverse harem e não sabe onde começar.
Two Can Play, Ali Hazelwood
Two Can Play (Jogo de Amor para Dois, em português) foi a novela da Ali Hazelwood que saiu em fevereiro e segue a fórmula que a autora usa para seus livros, que diverte e faz a gente se apaixonar pelas personagens e a história delas.
Apesar do livro ser bem curtinho (199 páginas em inglês e 177 em português), ele é amarradinho e não termina com aquela sensação de que precisava de mais páginas para a história ser contada, apesar de dar aquela vontade de ter mais tempo com a Viola e o Jesse, se é que faz sentido.
Vou confessar que, como quem escreve, acho que uma das coisas mais difíceis é contar uma história super bem amarrada em poucas palavras, inclusive costumo ser bem chata com contos e novelas por isso, porque muitas vezes, acho que ficou faltando algo ali no sentido de construção, mais técnico mesmo… mas isso não acontece com a Ali, porque minha experiência tanto com conto quanto com novela escritos por ela sempre foi positiva nesse aspecto!
Aleatoriedades
Toda vez que viajo com meus cachorros e para ver meus cachorros tenho os melhores momentos do mês. Nada melhor do que me isolar do mundo, ficar o tempo todo na piscina e sendo amada pelos meus bebês peludos, haha.



Passeios, comidinhas e afins
Por estar um pouco desanimada, ando em uma fase mais caseira, então foram poucas as saídas do mês de março, mas das que fiz, posso garantir que passar na Le Pain Quotidien para tomar o melhor sorvete de todos foi uma das minhas favoritas, haha. Juro, esse sorvete com calda de chocolate é minha vida.

Além disso, também encontrei em uma loja de doces importados o meu cereal favorito da vida: o Lucky Charms, que é estadunidense e tem uns marshmallows no meio. Pensa em uma criança feliz levando a caixa de cereal para casa, haha. Até parei de comer para não acabar logo, porque vai que não encontro de novo?

Em março tirei uma tarde para visitar a minha livraria favorita da vida: a Martins Fontes. Até recentemente era a única que eu me perdia daquele jeito que traz paz e acalma…



…mas aí conheci a Livraria Leitura do Shopping Market Place e descobri um novo lugar assim! Não ia há anos no MKT Place, a ponto de nunca ter conhecido a Leitura de lá, então imagina a minha surpresa ao entrar sem dar nada para a unidade e encontrar uma livraria aconchegante, grande e que acolhe? Definitivamente já sei que vou passar lá quando precisar me regular.



Mês passado também fui ao meu restaurante japonês favorito, o Ohka. Fazia um bom tempo que não ia lá e foi uma noite que fui muito feliz comendo alguns dos meus pratos favoritos de lá, hehe.


Séries, filmes e derivados
Heated Rilvary

Confesso que demorei um tempo para tomar coragem de assistir Heated Rilvary porque sabia que as chances de virar um hiperfoco eram grandes. Não só grandes, como foi exatamente o que aconteceu, haha. Até levar o tema para a terapia eu levei, no caso, sobre como alguns hiperfocos me afetam (essa é a vida do neurodivergente).
Já estamos no dia 10 de abril e eu ainda estou na cottage do Shane e assistindo dia sim, dia não, os episódios 5 e 6. Ainda estou vendo vídeos de entrevistas do Connor e do Hudson e ficando chocada como eles atuam bem e na mudança da pessoa real para os personagens em ambos, mas especialmente do Connor, até a voz dele muda como Rozanov!
Um amigo, um assassino
Por um milagre, acabei conseguindo assistir alguma coisa além de HR, haha. Uma minissérie dinamarquesa documental de true crime da Netflix, que conta o impacto que um assassinato de uma adolescente causou na vida de três amigos próximos do assassino, um deles o melhor amigo desde a pré-adolescência que até foi considerado suspeito por alguns momentos devido a proximidade deles.
A abordagem da série foi bem interessante, pois cada episódio é focado em um dos amigos contando sobre como o crime impactou a vida deles, já que tudo aconteceu em uma cidadezinha pacata da Dinamarca, assim como o choque de constatar que o responsável foi um amigo próximo e querido, literalmente a última pessoa que iriam imaginar fazendo uma coisa tão terrível. Enquanto eles contam suas histórias, paralelamente vemos como a investigação ocorreu e como o culpado foi encontrado — anos depois de ter cometido o crime, e só depois de tentar sequestrar mais uma jovem e de ter raptado outra.
Apesar de já sabermos quem é o assassino desde o início, o documentário evolui como uma investigação envolvente. É difícil parar de assistir até saber tudo. Também é muito tocante ver como as ações de um criminoso afeta quem é próximo, bem como o fato de às vezes a gente nunca conhece realmente as pessoas mais próximas nossa. Surreal.
Algumas falas me pegaram de jeito:
“Você acha que sabe tudo sobre uma alguém, mas acontece que ele é uma pessoa diferente. Nada mais faz sentido, eu fui completamente enganada.”
“Por anos, tive medo que o responsável (pelo assassinato) ainda estivesse por aí; e pensava que eu poderia ser a próxima vítima. Quando descobri que ele era um dos meus melhores amigos, meu mundo desabou. Percebi que mesmo as pessoas que você mais confia podem esconder um lado cruel.”
Uma série que super recomendo para quem é fã de true crime, especialmente o aspecto psicológico do tema.
Músicas
Harry Styles lançou um álbum novo em março, mas infelizmente apenas duas músicas entraram para minha lista de favoritas do mês porque simplesmente achei o album.. enjoativo e chato. E é por isso que eu evito comprar ingresso de show antes de ouvir o álbum da turnê, haha.
Mas, se Harry me decepcionou, o Jamie Campbell Bower não. Para quem não sabe, o ator — atualmente bem popular como Vecna, mas para outros (eu), sempre será o melhor Jace Herondale e também Rei Arthur de umas séries mais legais sobre o lendário rei, além do Anthony de Sweeney Todd… enfim — também é músico e em março lançou um single simplesmente maravilhoso.
Claro que não podia faltar algo de HR, afinal, completamente viciada e a trilha sonora também fez bastante sucesso. Mas, entre minhas músicas favoritas da série, não está a versão de All The Things She Said (acho que é porque aquela cena me deixou bem mal, haha), mas sim My Moon, My Man; I’ll Believe Anything (Scott e Kip!! <3) e L’anarchie des jours heureux.
Youtube
Infelizmente (ou felizmente) março se resumiu em Heated Rilvary e meus vídeos favoritos tem total a ver com o assunto: o monólogo do Connor Storrie no Saturday Night Live e a apresentação dos dois no Golden Globo (hi moms, hi daughters).
Podcasts
Por incrível que pareça, março não foi um mês que ouvi podcast ativamente, porque acabei ouvindo o audiobook de Heated Rilvary (sim, ele não está na lista dos meus livros favoritos, porque não gostei tanto do narrador — sonhando pra ouvir nas vozes do Connor e do Hudson — e também porque esse foi um caso de amar mais uma adaptação do que os livros) e depois emendei em um de uma CSI que foi bem longuinho (aguarde os favoritos de abril) e aí acabei deixando os podcasts de lado um pouco.
MAS, isso não significa que não temos episódios favoritos (nem que pareço idiota falando de mim mesma no plural, haha):
Como sempre, temos aqui episódios do Pátria Amada Criminal, afinal a Natália e a Renata arrasam demais nos roteiros, acho que não tem como não citar o PAC aqui. No caso de março, foram dois episódios, porque o roteiro teve episódio duplo (280 e 281), a história de Erzsébet Báthory, também conhecida como Elisabeth Báthory, ou então Condessa Sangrenta.
Sim, é uma história que, a primeira vista parece “batida”, porque já apareceu em vários vídeos, livros e podcasts, mas deixa eu falar? A pesquisa e o roteiro da Renata estão simplesmente perfeitos, com informações que não costumam ser faladas, fora que a abordagem dela para quebrar o misticismo em torno da figura da Erzsébet foi sensacional!
Acho que vai ficar batido, mas, também preciso comentar sobre o Café, Crime e Chocolate, que é meu podcast favorito em primeiro lugar com o PAC. O episódio de março que entrou na lista aqui é o 306, “Os assassinatos no Edifício Spire – Caso Abulaban-Barron”, que eu já conhecia a história, mas, como sempre a pesquisa da Tatiana foi incrível, com muitos detalhes e informações que trouxeram mais contextos para o caso.
E esses foram meus favoritos do mês de março! Se tudo der certo, volto logo logo com mais posts em abril, já que estou cada dia melhor da crise de tendinite e tenho algumas resenhas de livros para fazer, já que fui selecionada para ler alguns ARCs que parecem muito bons e ainda quero falar do livro novo da V.E. Schwab! ❤
Mas me conta… quais foram os seus favoritos de março? Vou adorar saber que não estou falando sozinha aqui, haha.

