Diário de bordo Escócia e Inglaterra: Londres

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Londres é um local que, assim como NY, é sempre um destino dos sonhos para mim. A diferença é que eu havia ido apenas uma vez, lá em 2011, então, como não existe vôo direto de São Paulo para Edimburgo (ou qualquer cidade na Escócia), acabei planejando esta viagem para poder pelo menos dar um “oi” de mais de uma parada rápida para pegar avião… então, separei três dias no fim da viagem para revisitar alguns lugares e conhecer outros que não havia conseguido ir há 15 anos.

Essa era a vista que eu acordava todo dia lá: Big Ben e London Eye… que saudade!
Literalmente na esquina do meu hotel tinha uma Waterstones ❤

O primeiro desses lugares foi a Torre de Londres (ou Tower of London), um forte/castelo medieval de quase mil anos que fica na beira do rio Tâmisa, que corta a cidade. Não lembro por que exatamente, mas quando fui a primeira vez, não consegui visitar o interior da Torre, então, definitivamente era um passeio que estava na minha lista!

Outra coisa que não lembrava é o quão longe a Torre de Londres e a Tower Bridge ficavam da região onde eu estava hospedada, que foi em Westminster, em uma travessa da Trafaguar Square — a praça dos leões, que infelizmente não tirei fotos porque estava acontecendo um evento de musicais do West Went (a região dos teatros) que o palco escondia totalmente a praça em si — basicamente do lado oposto do rio! Na minha cabeça, tudo era relativamente perto, haha.

Interior da Torre, com vista para a Tower Bridge

O passeio para a Torre de Londres é um dos locais imperdíveis da cidade, assim como o castelo de Edimburgo, é um forte com diversos museus para conhecer, tudo voltado para a história da Inglaterra. Entre as principais atrações estão:

  • Jewel House: onde ficam expostas as jóias da coroa (não pode tirar fotos lá dentro);
  • Torre Branca (White Tower): estrutura central construída em 1078, que hoje abriga uma vasta coleção de armaduras reais e armas históricas;
  • Os corvos da torre;
  • Túmulo e local onde a Anne Boleyn foi morta.
Exterior da Jewel House
Interior da White Tower

Mas, como o local é muito grande e com muita coisa para contar, separei para dividir aqui minhas histórias favoritas:

Os corvos

Existem sete corvos corvos morando no complexo e eles são a coisa mais linda (eu amo corvos, queria muito ter um, haha)! O motivo disso é uma profecia do século XVII que basicamente dizia que se os pássaros deixassem a Torre de Londres, a coroa britânica iria cair, assim como o reino britânico. O rei que recebeu a profecia era o Charles II, que decretou que pelo menos seis corvos deveriam viver na fortaleza e isso permanece até os dias de hoje.

Os príncipes desaparecidos

A White Tower, onde hoje há a exposição dar armaduras, também está envolvida e um dos maiores mistérios envolvendo a monarquia britânica: o desaparecimento de dois herdeiros da coroa, Edward V, de 12 anos, e Richard, Duque de York, de nove anos.

Basicamente, o que aconteceu foi que, em 1483, o rei Edward IV morreu repentinamente, e o filho mais velho, Edward V deveria ser coroado. No entanto, por ser muito jovem, quem assumiu o reino até ele ficar mais velho foi o tio, Richard, Duque de Gloucester. Com a desculpa de proteger as crianças, Richard levou os meninos para os aposentos reais na Torre de Londres, começou um rumor que dizia que eles eram bastardos, portanto ilegítimos ao trono (ele realmente conseguiu virar rei por conta disso) e, para completar, no fim do verão de 1483 os príncipes nunca mais foram vistos… dizem que o tio mandou matar os sobrinhos, mas isso nunca foi comprovado.

Até que, em 1674, trabalhadores encontraram dois esqueletos de crianças enterrados sob a escadaria da White Tower e ambos foram depositados em uma urna na Abadia de Westminster. O tempo passou, o mistério prevaleceu e hoje já temos tecnologia para poder descobrir se aqueles esqueletos realmente eram os príncipes desaparecidos — inclusive, cientistas já conseguiram mapear o DNA deles —, mas a Igreja da Inglarerra recusa os pedidos para que isso aconteça. E assim, o mistério prevalece.

Anne Boleyn

Uma das figuras mais famosas da história da realeza britânica, Anne Boleyn foi a segunda das seis esposas do Henry VIII (Henrique Oitavo) e foi morta porque não conseguiu dar ao rei um herdeiro homem (mas ela é a mãe da Elizabeth I). Desesperado para poder casar de novo com a amante, Henry VIII e seu principal ministro, Thomas Crowell acusaram falsamente a rainha de diversos crimes graves:

  • Adultério: ela foi acusada ter se envolvido com cinco homens da corte;
  • Incesto: um desses homens seria o próprio irmão de Anne, George;
  • Alta traição: quando a rainha cometia adultério na época, ele entrava nessa categoria. Só isso já era passível de de pena de morte;
  • Bruxaria (porque é claro que não poderia faltar isso): foram espalhados boatos que Anne havia usado feitiços para seduzir Henry VIII (reviro tanto meus olhos aqui).

Na Torre de Londres há o local da execução da Anne Boleyn e o local onde ela está enterrada (em um túmulo sem nome).

O gatinho que estava debaixo do local da execução da Anne

Ok, acho que já deu de história, né? Vamos para o próximo local: Notting Hill ❤

Quando estive em Londres em 2011, só passei por lá durante aqueles tours nos ônibus, mas não desci para conhecer a região (não me pergunte por que, faz 15 anos, haha). O bairro é famoso por diversos motivos: as casas coloridas; o Portobello Road Market (mercado de rua cheio de barracas de antiguidades, roupas, livros e comidinhas)… e onde fica a primeira livraria voltada para romance de Londres, a Saucy Books (vou falar mais dela no próximo post, que será voltado para as livrarias que visitei na viagem, hehe).

Notting Hill é simplesmente maravilhoso! Repleto de cafés, livrarias, brechós e lojas independentes, as casas coloridas, o mercado de rua… juro, queria ficar lá para sempre, haha. Ou pelo menos por mais algumas horas, mas como o tempo em Londres estava curto, infelizmente não fiquei o quanto queria.

Outro local que conheci foi o Sky Garden, um dos pontos turísticos mais famosos atualmente. Ele é um mirante que fica nos andares 35-37 do 20 Fenchurch Street (apelidado de Walkie Talkie) e oferece uma visão de 360 graus da cidade, tudo isso enquanto abriga um jardim bôtanico dentro do prédio.

Apesar de ficar lindo nas fotos e da vista ser bem interessante, vou confessar que fiquei um pouco decepcionada. O tal “jardim botânico”, que promete uma variedade de plantas, é bem sem graça e também tem muitas plantas falsas no meio das verdadeiras. O passeio é de graça, mas acabei pagando um café da manhã lá para garantir a entrada, que foi bem sem graça, haha. Em resumo, não voltaria e me decepcionei com ele.

Entre os passeios de Londres foi o show Abba Voyage, um show surreal da banda Abba que leva o público aos anos 70 para um show da banda que é apresentado em uma mistura de avatares, músicos reais e efeitos visuais lindíssimos. Realmente parece que estamos em um show da banda de quando eles eram novos. Como alguém que ama Abba, foi incrível! Infelizmente, não permitem vídeos e fotos do espetáculo, então deixo aqui só da arena que foi construída especialmente para ele.

A criança toda felizinha pós-show

Pra finalizar este post, deixo aqui algumas fotos que tirei durante os passeios pela cidade!

Loja da Vivienne Westwood, minha marca favorita da vida
Buckingham Palace

E este foi o fim da minha breve passagem para Londres! Em breve volto para mostrar e contar um pouco sobre as livrarias que conheci tanto na cidade, quanto em Edimburgo! ❤

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